sábado, 28 de abril de 2012

HISTÓRIA EM QUADRINHOS


HISTÓRIA EM QUADRINHOS


 
Origem

Desde a pré-história o homem primitivo utilizava o desenho como forma de se expressar. Os egípcios usavam como desenho os hieróglifos e vários de seus monumentos revelam sucessões de escritas e desenhos feitas em coluna de pedra relatando histórias ou pequenos acontecimentos.


Os quadrinhos é a arte de narrar uma historia através de sequências de imagens, desenhos ou figuras impressas. A sua linguagem é formada por elementos como: Requadros, Balões e traços que formam os personagens e os cenários, roteiro (com palavras e as onomatopéias), etc. Os diálogos entre os personagens, seus pensamentos e a própria narração aparecem sob a forma de legendas ou dentro de espaços irregulares chamados de balões.

Conhecidas em outras culturas como Comix (Estados Unidos); Histórias em Quadrinhos (Portugal); Bandes dessinées (França); Fumetti (Itália); Tebéos,(Espanha); Historietos ( Argentina); Muñequitos (Cuba); Magas, (Japão); ou simplismente Gibi (Brasil): as Historias em Quadrinhos vem conquistando um grande número de admiradores, em todo mundo.

As histórias em Quadrinhos surgiram em 1896, nas páginas de um jornal americano com o Yellow Kid (O Menino Amarelo). No começo, eram produzidas como um recurso comercial para atrair o público dos jornais. Historias em Quadrinhos, também conhecida como “Arte Seqüencial”, tem forte influencias de outras áreas artísticas como a literatura e o cinema.

Nos Estados Unidos, paralelamente aos quadrinhos de aventura e de ficção científica (Deville, Homem-aranha, Batmem e outros), desenvolve-se a linha dos quadrinho cômicos, conceituais, com personagens que se tornaram muito populares, como o Mickey e o Pato Donald de Walt Disney: Charlie Brown e o Snoopy, de Schulz.


Os quadrinhos são uma forma de comunicação em massa. A técnica ganhou desenvoltura, após 1920. Nos anos seguintes há uma verdadeira explosão da arte cinematográfica. Os personagens são heróis como Tarzan e Flash Gordon.


Personagens como: Batman, Homem-Aranha. Super-Man, Wolverine, Electra, Demolidor, Homem de Ferro, Mulher Aranha, Tio Patinhas, Hulk, Goku, surgiram graças ao fantástico universo dos quadrinhos. No Brasil, personagens de personalidades brasileiras ganharam destaques no mundo, como “A Turma da Mônica” (Maurício de Sousa) e “O Menino Maluquinho” (Ziraldo), entre outros.


Os Quadrinhos no Brasil


Durante muito tempo, a produção de histórias em quadrinhos se limitava a produção de originais estrangeiros, sobretudo americanos. Os personagens brasileiros surgem com o lançamento das primeiras revistas nacionais, como O tico-tico e o Suplemento Juvenil.

A Turma da Mônica








O Tico-tico(1905) foi a primeira revista brasileira de história em quadrinhos. Ela
tinha entre seus fãs declarados Rui Barbosa e Carlos Drummond de Andrade. A revista trazia diversas histórias e personagens, além de adaptações de clássicos da literatura na forma de quadrinhos.
 

 

O Amigo da Onça


Em 1939, o Grupo Globo de Roberto Marinho lança a revista Gibi, com histórias de diversos personagens. A publicação fez tanto sucesso, que "gibi" virou sinônimo de revistas em quadrinhos. Amigo da Onça: Lançada em 1943, na revista O Cruzeiro, a principal revista brasileira na época.

Os autores de história em quadrinhos são geralmente grandes artistas, todos de notável habilidade técnica, que conseguem transformar a imagem fixa em uma linguagem.

Como fazer um gibi




Para desenhar os quadrinhos é preciso, além da inspiração, conhecer algumas técnicas

Se você tem uma idéia incrível para uma história em quadrinhos, já está a meio caminho de conseguir fazê-la. Mas há etapas a serem cumpridas antes de seu gibi ser um sucesso. Veja.



1. Criação dos personagens


Dos protagonistas aos tipos secundários, o autor precisa planejar tudo, para não cair em contradição mais tarde. O ideal é ter em mente cada personagem, com a personalidade, o aspecto físico, o estilo das roupas, os vícios e as virtudes. Nessa fase, o artista deve desenhar cada um dos tipos em posições variadas e em expressões faciais bem marcadas. Treinando o seu traço não haverá perigo de, ao longo da história, o personagem ficar irreconhecível.


2. Argumento e roteiro
O argumento é a idéia geral da história, com começo, meio e fim
. Quando é trocado em miúdos, tem-se o roteiro, que deve ser planejado quadro a quadro. Nessa fase as páginas são diagramadas, as cenas descritas e os diálogos finalmente definidos.

3. Desenho
A lápis, as linhas de todos os elementos das páginas são marcadas ­ personagens, cenários, balões (já no caso dos textos, escritos a lápis), onomatopéias (palavras que reproduzem sons naturais, como Tchibum! Pou! Crás! ) e os contornos dos quadrinhos.

4. Letras
Com tinta nanquim (os alunos podem usar uma caneta hidrográfica preta de ponta fina), o texto dos balões e as onomatopéias são finalizados. Os profissionais trabalham com páginas cujo espaço para letras já vem pré-marcado. Um erro muito comum para quem está começando é entusiasmar-se demasiadamente e desenhar todo o quadrinho antes de decidir o texto que acompanhará a imagem. Quando chega a hora de preencher os balões, descobre-se que o espaço é curto. Aí é tarde. Planeje, então, o desenho e o texto simultaneamente. O melhor modo de fazer isso é checar e rechecar o seu roteiro.
5. Arte-final
Como as letras, os demais elementos gráficos recebem a tinta preta, cobrindo cuidadosamente os traços a lápis e corrigindo eventuais falhas. Você pode optar por usar caneta ou pincel. Para dar efeito de luz e sombra, pode-se hachurar ou pontilhar. Nos quadrinhos de autor, o arte-finalista e o desenhista são a mesma pessoa.

6. Cor
A última etapa antes da impressão do gibi é a colorização dos quadrinhos. Os desenhistas profissionais vêm usando cada vez mais programas gráficos de pintura por microcomputador. Na classe, os alunos podem optar entre os lápis de cor, as canetinhas ou outras técnicas de pintura que já tenham sido trabalhadas em sala de aula.


Alguns recursos utilizados nas Histórias em Quadrinhos

As onomatopeias
São utilizadas para imitar certos sons ou ruídos, podem aparecer dentro de balões ou não.
As onomatopeias mais comuns são:

BANG, BANG = tiro de revólver.
VRUUN! = motor de carro.
CRACK = quebra de um objeto.
PLA, PLA, PLA = aplausos.
GLUG, GLUG = deglutição de alimento.
BOOM = estouro de uma bomba.
CHUÁÁ!!! = pessoa caindo na água ou água caindo.
BUÁ!! = choro.
BZZZ = inseto voando.
IC! = soluço.
RÁ! RÁ! RÁ!= risada.
SMACK = beijo.

Os Balões

Os balões contem textos ou imagens que correspondem aos diálogos, pensamentos, sonhos e emoções dos personagens.
As legendas
As legendas apresentam a descrição de um fato ou uma informação importante para a interpretação da historia. Podemos dizer que ela corresponde ao papel do narrador no rádio ou na televisão.





Mergulhe nessa
Na livraria:

História da História em Quadrinhos - Álvaro de Moya, Brasiliense, 1996.
Quadrinhos e Arte Seqüencial - Will Eisner, Martins Fontes, 1999.
O Mundo dos Quadrinhos - Ionaldo Cavalcanti, Símbolo, 1977.

Na internet:



Como fazer uma História em Quadrinhos:



Vídeos:

O que são Quadrinhos?



Como criar suas Histórias em Quadrinhos:


 
PROPOSTA DE AULA


Disciplina: Artes

Conteúdo: Histórias em quadrinhos

Ano de ensino: Ensino Superior

Tema: Interpretando as HQs – Histórias em quadrinhos

Objetivo: Elaborar uma tirinha de história em quadrinho pela internet.

Material: Gibis, folha, caderno, lápis de cor, lápis, borracha e computador com acesso à internet.

Conhecimento prévio: Conhecer o gibi e sua estrutura.

Atividade motivacional: Converse com os alunos a respeito da estrutura das histórias em quadrinhos, o que as compõe, enfim, explore a ideia mostrando um gibi como exemplo.

Encaminhamento metodológico: Pedir aos alunos, que tragam gibis de casa. Leve para a classe um livro, um jornal, um folheto. Peça que os alunos levantem as características que os gibis apresentam, em comum, e no que se diferem dos demais gêneros.
Solicite a alguns alunos que leiam em voz alta uma pequena história de um dos gibis que trouxeram. Se possível, mostre a HQ no retroprojetor. Assim, facilita a caracterização da linguagem utilizada nos gibis.
Agora, é a vez de cada um criar sua história, para tanto devem elaborar individualmente uma tirinha de gibi. Essas tirinhas devem conter itens estudados anteriormente, como o balão, os personagens, etc. Apresentar o site http://www.hagaque.cjb.net/ aos alunos. (Professor, acesse antes o site para explicar aos alunos como ele funciona. Você deve fazer o download anteriormente para que seu aluno apenas se cadastre e comece a fazer a atividade. Se quiser, pode pedir a eles que baixem o programa, porém levará um tempo e, como o tempo de duração da aula é curto, o desenvolvimento da atividade ficará atrelado ao término do download)
Ensine aos alunos como utilizar as ferramentas, para que então criem sua tirinha.
Realize intervenções quando necessário, pois este site é um espaço novo de conhecimento.


Avaliação:Esta se dará após a criação da tirinha, quando for avaliado o trabalho individual de cada aluno.

FONTE:

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quem-inventou-a-historias-em-quadrinhos

http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2262-8.pdf

http://fabianaeaarte.blogspot.com.br/2011/05/historia-em-quadrinhos.html

http://www.editorapositivo.com.br/editora-positivo/professores-e-coordenadores/para-sala-de-aula/planos-de-aula/leitura.html?newsID=dab06e95a45a4ed18fee0ffb6f6c6825



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